Teus olhos, cálidos, rodeados por pétalas tingidas da mais fulgurante cor, permeiam também por entre meus finos dedos e esparramam sob o solo guardião da joia pertencente a desconhecidos que desconhecem a si.
Teus lábios, tão felpudos que por longe se pode provar desse agridoce manjar roubado no cair das estrelas.
Teu corpo, que ao seguir incendeia os rastros do caminho vazio, tendo por obrigação renovar o meu ver.
Teu ser, que por mim salteia, semeia entre os ventos da vida o sopro que ilumina a penumbra vasta desse bloco oco, abraçando a podridão inquieta que reverbera o portador.