De Setúbal à Póvoa de Santa Iria,
há uma distância a separar,
mas há palavras que, dia após dia,
sabem os corações aproximar.
São letras que dançam no papel,
poemas que nascem de cada voz,
cada imagem guarda um pouco do céu,
e a poesia vai vivendo em nós.
Vejo-vos longe, mas sinto-vos perto,
em cada verso, em cada emoção,
no livro, na página, no mundo aberto,
onde a palavra encontra o coração.
Não conheço ainda cada rosto,
nem vos pude abraçar como queria,
mas guardo esse desejo com gosto,
de vos encontrar um dia.
Quero conhecer cada um de vós,
dar um abraço forte e verdadeiro,
e dizer, sem precisar de voz,
que a poesia nos tornou companheiros.
Porque não há distância que consiga
separar quem partilha um sonho assim:
a palavra que nasce, cresce e brilha,
e faz do longe um lugar sem fim.