O meu jardim já não tem flores.
Chamo-o de jardim dos desassossegos.
De lá às vezes colho
sentimentos que brotam
como ervas daninhas
que insistem em voltar.
Faça chuva ou sol,
frio ou calor,
meu jardim não se incomoda.
Está sempre atento,
lançando aos ventos
sementes
que buscam outros solos.