Fábio Marinho

Dissolvidos na noite

De manhã, partiremos sem destino!

O barco nos espera, preguiçoso...

Eu e tu, e as gaivotas como endosso,

Nos permitindo os sonhos infinitos!

 

A maresia, o vento e o sol à pino;

Balanço leve às ondas, mar formoso;

O teu sorriso doce e silencioso

E eu me sentindo em fúria de menino...

 

Dois peregrinos soltos ao relento

Das amarras do tempo e do caminho

Que, quando as aves voltam aos seus ninhos,

 

À tarde, no cansar do firmamento,

Nós despertamos firmes, no momento,

Da noite dissolver-se em nós, sozinhos...