De manhã, partiremos sem destino!
O barco nos espera, preguiçoso...
Eu e tu, e as gaivotas como endosso,
Nos permitindo os sonhos infinitos!
A maresia, o vento e o sol à pino;
Balanço leve às ondas, mar formoso;
O teu sorriso doce e silencioso
E eu me sentindo em fúria de menino...
Dois peregrinos soltos ao relento
Das amarras do tempo e do caminho
Que, quando as aves voltam aos seus ninhos,
À tarde, no cansar do firmamento,
Nós despertamos firmes, no momento,
Da noite dissolver-se em nós, sozinhos...