Apegaua

Trabalho arriado.

Não sei o por que.

De quando a vejo e a narina me vem seu cheiro.

Vigi,

Fico extasiado.

Tremendo e arrepiado.

Pobre de mim.

Se ainda não morri disso e por que a dispensa e farta e até aceitamos mercadorias com o lacre violado.

Só pode ser trabalho arriado.

Maleme meu Pai.

Os olhos ficam eletricos.

A adrenalina vai a mil.

Engraçado que da uma vontade danada de cantar de galo.

Achando me o dono do Terreiro.

Marcando todo o território

Saravá.

Arrogante e enciumado.

Não deixando ninguém mandar.

Faço tudo para ser notado.

Andando sem camisa para mostrar o peitoral cantando alto para ver se sou escutado.

Insisto.

E quando aparece.

Que prazer que sinto.

A cabeça fica leve.

E na boca a vontade de gritar sem se importar de ser taxado de louco.

Ai matutando comigo mesmo.

Chego a conclusão que essa mulher e mais que um poema.

Talheres e taças para qualquer que seja o banquete.

Despacho arriado para me enfeitiçar.

Se for nem ligo.

Pois comigo carrego a própria Umbanda.

Sr. Apegaua