Em meu vilarejo
Lá havia
Uma menina de beleza sadia
Todo dia
Alegria ela trazia
Teu nome era marietta
Em toda missa
Ela estava
Tua risada era alegre e calma
Teu amor não cabia na palma
Marietta sempre alegre
Sempre querida
Ás vezes ferida
Mas nunca contaria pela manhã
Mas pela infeliz madrugada
Choraria
Marietta uma vez
Amou
Mas amou com veemência
Não era carência
Marietta quando viu seu amado
Se assustou
Com o sentimento encontrado
E lá estava ele parado
Ele não era mal encarado
Marietta em uma palidez
Macia
Seu coração entrava na
Bacia
E transbordava de batimentos
Vermelhos
Marietta com sua sensibilidade
Vivia melancólica pela cidade
Mas ao ver um igual
Se transformava em luz
Surreal
Marietta amava livros
Amava o romantismo
Marietta escrevia tantas cartas ao amado
Que talvez ele nunca leria
Pobre marietta
Quem diria?
Teu amor é correspondido
Ou escondido?
Marietta pela cidade
Corre com vontade
E no dia de fogueira
Que bate sobre o ar
Ela dança com seu amado
E ao final do dia
Mesmo tendo feito tudo certo
Se encontra perto
Da escrita melancólica
Em um papel velho
Ela escreve:
\"Pela sensibilidade que tenho
Morrerei entalada
Pois é tanta luz
Má interpretada como escuridão\"
Em cartas
Em rimas
Em coisas minúsculas para os outros
Ela encontra outro mundo
Pela delicadeza
Marietta se considerou sem beleza
Em dias com tons fortes
Suas pernas ganham cortes
De correr tanto
Para esquecer os demônios
Que sussurram em seu ouvido
Em oração ela tem pedido
Perdão pela incredulidade
Perdão pela sensibilidade
Perdão pelo ódio da vida
Perdão pela inveja
E pedido pelo amor
Marietta
Em bela noite
Ao ver seu amado
Sorri para ele
Pela noite
Ela estava la
Mas não foi vista
Talvez nunca tenha sido percebida
Talvez tenha sido tudo imaginação
Um sonho de uma noite de verão
Mas ainda sem forças
Sem esperanças mas que se
Transforma em esperança
Sem motivos
Sem abrigos
Marietta ainda ama esse homem
As vezes ele é tão grosso
Tão distante
Tão inquietante
Mas marietta em tal ato de romance
Ainda aposta nesse lance
Mas que insuportável chateação!
Se para amar deve se moldar
Se matar
Se voltar a se dificultar tanto!
Por que deve-se amar?
E marietta
Em tantas dúvidas
Chora
Um choro louco
Um choro que não passa
Dura uma noite
Corta igual foice
É tolice?
Mas ao lembrar do pouco
Que ele demonstrou em generosidade
Ela corre de felicidade
E ao ver ele nas ruas
O convida para o grande baile da cidade
Ele aceita
E marietta sorri com
Uma felicidade jamais vista
Com um belo vestido que se vista
E deixe ser vista
E mesmo sempre triste
Naquele momento
Ela sorri tanto
E escreve em seu diário:
\"A minha melancólia
É a causa da minha esperança
Pois se há dias ruins em peso
Também há de vir os bons.\"
E no momento que chega ao baile
O seu amado diz:
\"Bela és tu marietta!\"
Marietta desacreditada
Sorri
Sua calma volta reinar
E seu coração palpitar
E uma felicidade intensa
Vem a se abraçar
Marietta dança com seu amado
Momento agradável
Que dia amável!
E como a realidade nunca
Foi estática
Os dias bons vieram
Mas o amado de marietta
Em momento de intenso
Diz a marietta que precisa ir
E marietta preocupada diz:
\"Mas aonde você iria sem a mim?\"
E ele diz que vai se embora
A dor não revigora
Machuca
Corta que arde
E marietta implora pra ele ficar
E ele com medo de estar
De se fragilizar
Foge
Marietta corre atrás
E grita:
\"Por que!por que foge de mim?\"
Ele corre
E ao passar dos tempos ele some
Marietta se senta numa pedra
Teu choro é forte
Do tipo que se deseja a morte
Marietta tenta viver sem ele
Escreve cartas
Ainda manifesta a volta de seu amado
Escreve rimas que significam
Seu nome
Um dia marietta
Sentiu com força
Sua sensibilidade bater
Ela caminha pelo vilarejo
Escuro
Madrugada pretensiosa
Muito ansiosa
E pela luz da sua sensibilidade
Que foi tanta
Que escureceu teus olhos
E se perdeu em um abismo
Marietta se joga da montanha
Marietta se volta aos momentos
E lembra do quão feliz um dia foi
Marietta foi se ao longe.