A alma grita: fica. Já a razão sussurra: foge!
Que verde belo — sois vós, malícia —
que cor viva também causa a morte.
Caio hoje, novamente, em relva nova, como cama feita.
Deito hoje, cegamente, como quem quer mostrar sem que o outro veja!
Antagónica sois vós, que ama,
a que ama querendo não amar.
Não conheço quem amor queira
sem os teus olhos para neles olhar.
Olhar tão terno que se fez casa,
sem bater à porta, fez moradia.
Como pôde entrar no lar
quando amar jamais n’alma eu queria!
Olhos. Olhos doces…
Orvalho fresco, na manhã escolhida…
Que casa és? Que direito tinhas?
Perdi-me em prados… (e que belos prados!)
E são tão verdes… sois cor da vida!