Jucklin Celestino Filho

POLÍTICA: QUANDO VOTAMOS CONTRA NÓS MESMOS

 

A verdade é que há uma parcela de servidores públicos que age contra os próprios interesses ao afirmar que não se importa com política ou que, para ela, tanto faz quem ganhe.

Há, dentre servidores públicos e trabalhadores, quem aposte no pior e vote em candidatos que podem ferir seus próprios direitos e interesses, comprometendo o futuro da categoria.

 

Como dizia meu professor Plutarco, a política é “a ciência e a arte de enganar trouxas e sabidos”. Mesmo assim, precisamos muito dela, pois é essencial compreender uma premissa: a política não é algo distante de nossas vidas.

Em tudo o que fazemos, pensamos e idealizamos, a política está presente. Ela influencia diretamente nossos salários, nossos direitos, nossas condições de trabalho e nossa aposentadoria.

 

Um voto errado, ou mesmo a abstenção, pode comprometer o futuro de um servidor público. Não votar em determinado candidato porque não se gosta dele, ou votar no pior candidato — aquele que, em toda a sua trajetória política, nada realizou —, pode trazer consequências muito duras.

 

Ora, tenho que votar. Muito está em jogo para mim e para o país que quero para meus filhos e para minha família. Por isso, dizer que não gosto de política não me isenta de suas consequências. Afinal, mesmo quem não se interessa por ela será afetado pelas decisões de quem governa.

Caros, não se trata de gostar ou não de política, mas de compreender que nossas escolhas — ou a falta delas — têm consequências.

JUCKLIN CELESTINO FILHO