Poesia Abandonada

Encruzilhada

Onde o pó do caminho se divide, Sob o véu do silêncio e do luar, A alma hesita, o coração decide Qual dos mistérios ousa abraçar.

Ponto de encontro do mundo e do além, Onde o vento faz curva e repousa a poeira. A encruzilhada não julga ninguém, É porta aberta, é guarda e fronteira.

Para um lado, o peso da velha lembrança, Para o outro, o abismo do que há de vir. No centro exato, a última esperança, O dom solitário de ter que partir.

Que cada passo encontre sua estrada, Pois nenhum viajante se perde em vão. O maior segredo da encruzilhada É que todos os rumos nascem na intuição.