Ela era Sol,
eu, Lua.
Ela, uma tempestade,
quase um furacão,
e eu, pobre tola,
tentei conter-lhe a eletricidade
com as mãos nuas.
Queimamo-nos:
eu em seus raios,
ela nos meus excessos.
E assim, em nosso próprio eclipse,
fomos duas criaturas
tentando amar-se
em meio ao próprio caos.
Até que o amor,
de tanto nos atravessar,
acabou por ferir
aquilo que ainda restava de nós.