por que
e o porquê
nunca há paz em meu coração (?)
e passo as noites acordado
mergulhado em minha própria desgraça.
magoado, mantenho-me afastado,
com muito medo de mais alguém
puxar-me a pele do corpo,
arrancar-me as unhas dos dedos
e cuspir em minha inocência.
falho, acredito.
como um imbecil,
ainda confio.
à ninguém já interessa meus lamentos.
não há futuro algum para quem foge do espelho.
eu costumava ser feliz;
antes de tu me roubares
de dentro de mim.