Dança melancólica serenamente entoada
Embaraça o dançarino hábil
Passos largos deslizantes pelo salão
Jogos de olhar se entrelaçam na melodia
Pés se cruzam na jinga dos corpos
Esbeltos da vibração rodopiante do calçado
Sob ponta dos dedos agarrada no pescoço
Solta se para euforia dos convivas
Suor escorre corpo colado ao vestido branco
Cruza olhares amedrontados pela batida da raive
Relaxa no leito do amante sob faixas com tons azuis
Cintila a luz relembrando um sono profundo
Calmamente a música esgota o fôlego e se enaltece
Na alma dos pés que repousam ao som do fim
Imagno Velar