A democracia não é apenas votar,
são o direito de pensar e escolher,
é a voz que se levanta sem calar,
é a esperança insistindo em renascer.
Entre a razão e a emoção humana,
há um princípio maior: a liberdade;
nenhuma voz é pequena ou soberana
quando existe respeito à diversidade.
Sócrates nos ensinou a questionar,
Kant, a razão como caminho da autonomia;
e é pela consciência, ao escolher e votar,
que o cidadão constrói sua própria cidadania.
Não há democracia sem alteridade,
nem liberdade quando o medo dita a mão;
o pluralismo protege a sociedade
e o diálogo aproxima cada coração.
Assim, quando a urna se iluminar,
não será somente um voto a registrar:
será um gesto de responsabilidade,
uma pequena semente de fraternidade.
Que vença a consciência, não a intolerância,
que floresça o respeito em cada decisão;
que a esperança seja maior que a distância
e a democracia encontre morada no coração.
Porque o futuro não está predestinado,
nem pertence a um só homem ou ideologia;
ele nasce do povo, consciente e acordado,
quando transforma liberdade em cidadania.
E que, depois da escolha e da apuração,
permaneça aquilo que nos faz humanos:
a esperança, o diálogo e a união;
e a certeza de que podemos construir novos anos.