Euforia...
quem dera eu não tivesse esta utopia,
sonhar e acordar no chão frio da ironia,
que os teus olhos dizem
com um tom de hipocrisia.
Por onde os meus pés pisam,
cansados, fartos,
mas, mesmo assim, preferem ser reféns
desta esperança
que me abandonou
e me deixou sem nenhuma carta,
sem morada...
Apenas palavras vagas
que não desgrudam da alma.
Por isso, não a deixo,
mesmo no meu dia mais negro,
talvez pior que o cinzento.
Amaldiçoo-a
e depois a perdoo.
Levanto-me
e volto cheio dela.