A saudade que sinto de você me encontra desprevenida no meio do dia.
Estou lavando as louças, presa a alguma tarefa banal, quando, de repente, minha memória decide me trair.
E eu ouço o eco da tua voz, o som da tua risada, e vejo, em pequenos lampejos, o desenho do teu rosto.
E pronto. E o bastante para perder o resto do dia pensando em você.
Imagino como seria te ver outra vez, como seria bom ouvir tua voz sem que ela viesse apenas como uma lembrança atravessando minha cabeça.
Penso, sobretudo, em como queria ter coragem para te mandar uma mensagem.
Mas permaneço aqui, com tantas palavras guardadas e o telefone quieto entre as mãos, como quem sabe exatamente o que deseja e, ainda assim, não encontra coragem para dizer.
Então deixo a noite chegar com teu nome ainda na tela e a mensagem ainda por escrever.
E durmo com a mesma saudade com que acordei sem saber que sentiria tua falta outra vez.