Jorge E. Leal

Pena do Veneno

Jorge E. Leal

Ronronava o charlatão de olhar estrábico,
Em seu pequenino pedestal de imaturidade.
Ou não passa de um bufão monossilábico?
Pois é, Dodge! É o homem nessa vaidade.

Em seu pequeno espaço de razão e ódio,
Disputa de inútil treta na guerra de pasquins;
Em suas sátiras de maldizer desse episódio,
Mequetrefe da poesia: duelos tupiniquins!

Da peste negra à peste bubônica só disputa,
Fingem que são, encenam que fazem ações,
Não passa de reles mortal, essência déspota.

De que é feito esse homem e suas intenções?
Para perder tempo nesse poema sem escuta,
Se mostrar vil e pequeno, carente de emoções.