Paulo Silva

Falha no perfeito

 

E os olhos vertem rios
Conduzidos pelo som de sua voz 
Vinda de um passado esquecido
Trazido até mim em um riso 
Do momento que traduz o que fomos nós.

E se a lágrima no olho faz morada,
Eu, refugiada na dissimulação,
Falo de tristeza como a razão 
Palavras que serão apagadas.

Meu peito não cala,
Ritmadas batidas insistentes 
Veja que:
O coração não fala — ele sente.