Jorge E. Leal
De forma animada vive o pescador,
Reluz a vida do fantoche por um fio,
A sombra de um bonifrate sonhador,
E quando a festa acaba resta vazio.
O bom fantoche dessa tradição,
Nasceu prontinho na via marcante,
Não questiona os balanços do destino,
O mamulengo na mão do brincante.
A marionete evita a despedida,
Seguindo sempre o jugo do titereiro,
No embalo do seu mestre na descida.
Não se deixando levar por aventureiro,
Com sua silhueta já esquecida,
Gepeto perdoa o filho encrenqueiro.