*Poema Angelical - Versão 1 - Clássica Lapidada*
Não desce o anjo em luz de fantasia,
Nem traz nas mãos o pó das estrelas;
Chega em silêncio, ao fim do dia,
Quando a esperança mal ousa erguê-las.
Tem pés cansados, olhos de poesia,
Voz serena, avessa a promessas;
Recolhe do chão a dor vazia
E aquece, com ternura, mãos indefesas.
Não pede glória, nem procura o céu;
Caminha entre nós, discreto e verdadeiro,
Como quem conhece o peso de um véu.
E ao partir, deixa um rastro passageiro:
um pouco mais de fé sobre o papel,
um coração mais forte e o mundo inteiro.
*Poema Angelical - Versão 2 - O Anjo que Fica*
O anjo não vem em luz de fantasia,
nem traz o brilho das estrelas na mão.
Chega no silêncio do final do dia,
quando a esperança quase perde a direção.
Tem pés cansados de tanto caminho,
olhos de poema e voz de calmaria.
Recolhe do chão o nosso desalinho
e aquece, em silêncio, a mão fria.
Não pede glória, não almeja o céu.
Anda entre nós, simples e verdadeiro,
sabe o peso e a leveza de um véu.
E quando parte, deixa por inteiro:
um pouco mais de fé no seu papel,
um coração mais forte, o mundo mais inteiro.
*Poema Angelical - Versão 3 - Curta*
O anjo não desce em luz.
Chega sem avisar, no fim do dia,
com pés cansados e olhos de poesia.
Não promete nada.
Só recolhe a dor do chão
e aquece as mãos vazias.
Não procura o céu.
Caminha aqui, discreto,
como quem entende o peso de um véu.
E ao partir, deixa:
um pouco mais de fé,
um coração mais forte.