Não é tristeza,
é quase isso.
É acordar cansado
sem saber por quê,
sorrir por costume
e viver no automático.
Não dói o bastante
para pedir socorro,
nem passa o bastante
para chamar de paz.
E assim eu sigo,
dia após dia,
carregando uma tristeza
que ninguém vê.
Até perceber que
eu não aprendi
a viver com a dor.
Foi a dor que aprendeu
a viver em mim.