Não amo ninguém para não perder o amado
Não me apego a objetos para não escutar quando forem quebrados pelo tempo
Não corro para não faltar fôlego
Não viajo para não ultrapassar o limite
Não memorizo para não esquecer
Não acolho para ser abandonado
Não vejo para ser ser lembrado
Não guio para não ter caminho para onde voltar
Não caço para não ter o que comer
Não temos para que não haja medo
Não faço graça para não ouvir risadas
Não ando para não machucar meus pés
Não vivo para não ter o que ser
Não coloco vírgula para não ter que continuar