Poesia Abandonada

Soneto da Despedida

Chegou a hora triste da partida, O abraço cede o passo à solidão. O nó que agora aperta o coração É a dor de ver a alma dividida.

Na plataforma fria, a nossa vida Escorre pelo vão de cada mão. Palavras já não trazem mais razão, Apenas o silêncio faz ferida.

Eu tento segurar cada momento, Mas logo a névoa esconde o teu olhar, E deixo que transborde o sofrimento.

Se o tempo, enfim, vier nos confortar, Que fique a doce paz do sentimento Para ensinar a dor a descansar.