Jorge E. Leal
Amor não é uma paz que acalma,
Nas labaredas desse fogo inflame,
Tempestade que agita a minha alma,
E o corpo devora no que come.
Desejamos abrigo na batalha,
Proteção contra tudo que consome,
Na juventude em que essa paz estraçalha,
E despedaça o coração infame.
Fogo do amor que abriga a amizade,
Doce ilusão que julga o erro nocivo,
Na mente do bruxo e sua autoridade.
Clamamos por necessárias amantes,
Sem o rebento de um capítulo vivo,
Amores contingentes, tão distantes.