FELÍCITY_POETA

A MINHA PERSONALIDADE

Eu trago na mente um fogo sutil,

Um corte preciso, um riso hostil.

Eu olho pra vida com vista de rei,

Não curvo meu passo perante a lei.

A mente traçada em lógica e dor,

Desfaço teu mito, destruo teu valor.

Eu venho sem prece, sem tom de desculpa,

A tua certeza morre por minha culpa.

Eu jogo com sombras, sabendo o que faço,

Teu erro te prende no meu forte laço.

Se sangras tentando entender minha lei,

No fundo da alma é o que eu mais desejei.

Eu jogo com sombras, sabendo o que faço,

O peso do golpe medido no passo.

Mordaça de ferro, palavra de fita,

Tu pedes clemência, mas nada te evita.

O som do teu tropeço é doce ao meu ouvido,

Te vejo caindo, sem forças, vencido.

Teu drama é fútil, tua dor é rasteira,

Minha alma é um farol na tua escuridão inteira.

Sorrindo no caos da tua mente aflita,

Te esmago com frases que o tempo registra.

A língua é navalha de aço e veneno,

Destruo teu ego no ar mais sereno.

Teu riso de medo não compra meu tom,

Eu moldo o teu mundo com o peso do som.

Eu jogo com sombras, sabendo o que faço,

O peso do golpe medido no passo.

Ideias que queimam, saberes antigos,

Transformo leituras em firmes castigos.

Seduzo a razão com um livro na mão,

Enquanto te prendo no meu turbilhão.

Desmonto teorias com fúria e frieza,

Tu buscas a paz, mas só achas surpresa.

O teu argumento se desfaz em pó,

Eu fico de pé, soberana e só.

Ironia afiada em cada olhar,

Cortei tuas asas antes de voar.

Não tento agradar teu conselho pequeno,

Eu sirvo o teu vinho com doce veneno.

Eu jogo com sombras, sabendo o que faço,

O peso do golpe medido no passo.

Respostas precisas em tom de veludo,

Se falas demais, me torno o teu mudo.

E quando me olhas tentando entender,

Te entrego a tortura de nada saber.

Teu choro não dobra a minha estrutura,

Prefiro o rigor da pedra mais dura.

Não nasci pra ser mansidão nem abrigo,

Eu sou o abismo e o teu pior perigo.

O cálculo é frio, o lance é fatal,

O meu raciocínio é um muro de metal.

Coerente no ataque, certeira no nó,

Eu venço a disputa e te deixo na pó.

Eu jogo com sombras, sabendo o que faço,

O peso do golpe medido no passo.

Se achas que o charme é doçura e afeto,

Te mostro o meu templo no meu teto reto.

Seduzo o intelecto com arte e saber,

Para no final te ver submeter.

Gosto do tombo, do golpe, do estrondo,

No teu labirinto eu jamais me escondo.

Te dou a ilusão de chegar ao meu topo,

E quebro no meio o teu frágil copo.

Sarcasmo refinado, veneno elegante,

Te julgo de longe no mesmo instante.

Tua vaidade é um prato na mesa,

Devoro teu orgulho com fria firmeza.

Eu jogo com sombras, sabendo o que faço,

O peso do golpe medido no passo.

Não cedo terreno, não peço favor,

Eu sou o domínio, a ordem e a dor.

Fecho o cenário, silencio a disputa,Minha mente governa, e a tua só escuta !