Escolhas e moradas…
Ema Machado
Tantas vezes à espreita, abri a janela
Tinha receio de abrir a porta
Espiava a vida, pensava…não é hora
A casa em que habito é metódica
Tudo a seu tempo, é onde o medo mora…
Quando criança, contive os passos
Fui crescendo, mas o medo ocupou o espaço
E com ele, fui convivendo, apertava
Naquele tempo, nunca soube o que poderia haver além da porta
Vida era a única resposta, a sobrevivência
por vezes, mantinha-me “semi-morta”...
Buscar, construir uma família
Onde o medo não caberia
Ilusão, um sonho que se pintou no lugar
Tive bons momentos, filhos e filha
Cresceram, abriram a porta, e o medo novamente aqui fez moradia…
E ainda assim, que após tantas batalhas
Decidi também abrir a porta, encontrei outras caminhos e outras moradas
O medo, não encontrando companhia partiu
Vou descobrindo que a vida é uma escola
Onde, as lições que são minhas, outro não irá aprender… disponho-me a estudá-las…
Ainda
há um tempo pra quem crê…