O Encontro dos Amigos da Vassununga
Distante de todos pela estrada da vida,
O tempo nos afasta, mas não nos consome,
Terra vermelha, fumaça e poeira, história comprida,
Não apagou do passado, lembranças e o nosso nome.
Nos olhos de agora, vi o menino e a menina,
O presente abraçando o nosso doce passado,
Que deixaram saudades, lá na velha usina,
Matando a saudade, com um abraço apertado.
A chaminé, imponente, lançava a fumaça,
Orgulho de ser pé vermeio estampado no peito,
Enquanto no campo o futebol começava,
A infância crescia com amor e respeito.
O apto da usina anunciava o amanhecer,
O jovem aprendiz, seu emprego começou,
Todo dia era dia de um novo aprender,
Nos tonando grandes homens e de valor.
Nas brincadeiras e festas, não se fechava a cortina,
O mar verde do canavial abrilhantava a rotina,
A poeira subia nos bailes do Córrego Rico,
A sanfona chorava... e a gente virava no bico.
Mas.... o peito apertou e uma lágrima caiu,
Ao lembrar com carinho de quem já partiu.
Eles foram primeiro, mas na nossa memória,
Serão sempre parte da nossa história.
Não importa a distância ou que o mundo mude,
A Vassununga será eterna em nossa juventude!
Que não tardem mais trinta para a gente brindar,
À vida, à nossa história, e ao dom de se reencontrar!
HÉLIO PADUAN (REPIÔ)
28/09/2026