Cálice
Vivendo no mundo dos sonhos,
lembro de ti.
Corpos entrelaçados:
suspiros,
sussurros,
gemidos.
Te vejo em todos os cantos.
Essa hipnose me perturba.
Reconheço a minha loucura
e volto a te ter em meus sonhos.
Me deito no teu leito
e sempre que te vejo,
a nudez aparece:
belos seios,
lindas curvas,
olhos provocantes.
Mais uma vez,
não resisto.
Calor,
pele macia,
rosto delirante,
a vontade de te ter
me consome.
Delírio, alucinação…
tento fugir desse presságio:
por medo,
por precaução.
Somos lunáticos,
puros intelectuais,
loucos, atrapalhados,
seres banais.
Juntos ou separados,
mesmo assim tudo flui.
Nenhuma objeção
nos surpreende,
nada deságua.
Infinitas noites
nos amamos,
várias formas de prazer.
O mel desce pela boca,
o gozo escorrega pelo chão.
Até o fim.
Um cálice para dois.
~ BXXX~