_ari_phj

SobrevivĂȘncia de um poeta

Sou poeta e escrevo sobre o que dói
Apenas escrevo sobre o que me destroi
E o que lá bem no fundo do meu corpo roi
E eu vivo, com o que ansiedade constroi

E quando deixar de doer?

O que eu vou escrever?
Finalmente vou viver?
Ou já estarei a morrer?

Será que vai deixar de doer?
Será que vou deixar de sobreviver?
Eu só tenho mais uma mente de um poeta
E sigo arrisca, como uma linha reta

Às vezes acho que poetas não são felizes
Às vezes fico triste sem motivo
Mas lembro-me, tenho mente de poeta
E tenho de seguir em linha reta

Mesmo com uma tristeza prufunda
Sigo sempre de cabeça erguida
E sigo em frente com a minha vida
Por dentro estou morta, por fora estou viva