Ares de Donzela
(Rio Bonito, 16 de dezembro de 2010 — Juliana de Lima)
Sou o orvalho da aurora
na campina em flor,
à espera da aquarela que aflora
ao som das asas do mais belo beija-flor.
Tenho a essência do vento
que adentra o espaço,
para que os namorados aqueçam em abraço
este eminente e esperado momento.
Quero dançar na chuva:
sentir frio e ansiedade;
tirar ares de donzela — o pudor, chapéu e luva...
tocar o mundo só com a verdade.
Sou?
Tenho?
Quero?
Afinal... posso?
Posso cavalgar no fundo do mar,
preencher o vazio com alegria,
abrandar as distinções com o amor...
porque meu brio se resume em doce e-terna poesia.
—
© Juliana de Lima, 2010.
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