Por Jorge Emílio Leal
O fanchone que bebe o coração,
Partido ao meio, bem de mansinho,
Não perdoa sede maluca, então —
E a beija em frente ao paredãozinho.
A pitchula, boêmia, um problema,
Quando chega, a tudo esculhamba:
Bagunça o coreto, que é seu lema,
Depois volta toda desse samba.
A menina má, que espanta o vento,
Na mente se solta tão sublime
E entra com gosto no evento.
Não sente cansaço ante o crime;
Sem dó nem piedade ou lamento,
Depois da festa, mantém regime.