Pedaços,
Príncipe, encantado,
Encarnado.
Metamorfoses de coincidências,
E como quem perdeu algo,
Vivo a procurar um pseudo,
Algo tão substancial quanto o nada.
Enquanto escrevi equações,
Essa lousa me entregava pedagogias,
Escreve, apaga, tenta e acha,
E se nada deu certo, iguala a zero.
Polinômios imperfeitos me compõem,
Sem alçar grandes vôos,
Ou me lançar sobre os verbos,
Virei um físico experimental de existência.
E nessas cartas brancas em que me escondo,
Detestei retornar ao ponto sem solução,
A integral da minha vida é,
Achar meu ponto tangente, você.