Gino, Sinvaldo de Souza

Poema: Sem acaso, sorte, destino

Poema: Sem acaso, sorte, destino

Não foi acaso, não foi,
Nem sorte ao amanhecer.
Não há destino escrito,
Há escolha no viver.

Há pés que abrem o chão,
Mãos que plantam futuro,
Coragem que sustenta,
Fé que fura o muro.

Não chamo sorte o pão,
Nem destino à dor,
Chamo amor que luta,
Que vence o dissabor.

Que vira vida nova,
No chão do Cerrado,
Sem acaso, ou destino,
Mas passo bem dado.