Manoel Reid

Epifanias de um Mito: IV

Não obstante, o tempo é
A mácula, a chaga
Do contínuo

 

Para todos, o fim
O cervo que cai
Na mata

 

E quem fui, quem pude ser
Quem serei, quem poderia
Eu... querer ser?

 

Agora abortado
Esquartejado
Em ilusões

 

Mito miserável
Não se faz, não se move
Um mero orgasmo

 

Regurgito o mal
Que me aflige
E me avulta