Doirados frutos, final de tarde,
Saboreado todo o seu mel.
Murcham gomos, carne,
Corpo e horta, em abandono cruel.
Novos campos se avistam,
Acolhem braços de quem quer cuidar,
Dão frutos, amam,
Deixam plantar.
Meu agricultor, que lavras a terra,
Curvo, e sol;
Tuas lágrimas hão de regar,
Teu coração há de colher,
Mereces amar.