Ana Gonçalves

O nervo que pensa, vigília sem trégua 3

Aquela hora exata de insônia, cafeína fria, remoendo na cama,

sangrar no papel antes que tudo suma e a alma se derrama,

ouvi a barulheira da tempestade sem pedir trégua,

dedilhado as ideias no baixo, tentando encontrar a estabilidade,

é preciso realocar,  impondo um freio na queda.