E sonhos infantis.
Melhor conviver com o irreal,
Que não nos faz mal...
Melhor sonhar,
Perder-se em devaneios.
Fingir saciar nossos anseios!
Triste é saber:
Todos os sentimentos puros e expectantes
Da infância perdida e imemorial
Não transcendem,
Não ressoam ao futuro,
Não apresentam uma só verdade!
Nossas mais límpidas ilusões,
Nossas mais cristalinas e fantásticas sensações,
Não passam disso.
De exatamente isso!
Difícil aceitar:
Possuir tal fantasia,
Voar em tais ventanias,
Açodar-se em tais ousadias;
Para quê?...
Que faremos das fantasias mortas?
Das sensações inexistentes?
Onde estão suas energias?...
Talvez todas as ilusões de um século,
De homens e mulheres todos,
Forcem a realidade
A se curvar à vontade,
Ao desejo do pensamento,
Uns miseráveis milidécimos
De imperceptível grau.
Até lá, ao dia do equilíbrio,
Precisamos estar vivos...