Descobre-se a vida não pelo corte,
mas pela recusa de aceitar o entorpecimento.
Uma mudez que eu tomava, em vão, por calmaria.
Foste tu que trouxeste o sobressalto dos dias
Mostrou que o fogo nunca consome sozinho
que a solidão nunca é só um espinho
que aberta é a ferida de quem escolhe esse caminho.
O horizonte do fim da tarde é bonito, mas o que nele se esconde?
se a minha beleza é você? se espero amanhecer para te ver crescer?
E apareceu, me mostrando como estou vivo sem sangue.
Desvio de mim mesmo, apenas para você não cair...
enquanto caminho percebo que fui eu quem estava alí
no chão, reclamando com o tapa buracos por não enchê-los com meu sangue.
Você dormiu, e eu não quis esperar
Mostrou-me que quem não dorme não precisa esperar
basta um olhar no seu rosto, e a ferida sarará.