Correr,
Tentar, desistir,
Aceitar.
Falhei em nós,
Por mim, por tudo,
Calei tudo que havia aqui,
Sobrevivendo de migalhas.
Você continua sorrindo,
Enquanto estou preso,
Numa prisão impossível,
Que eu mesmo criei e esculpi.
As paredes desmancham em gotas,
O amor que antes habitava,
Já não escorre em desafetos,
Brincadeiras, bom dias, buenas.
E aqui jaz o eterno vivente,
Aquele que te escreve por anos,
Que volta com as novas do museu,
Que ainda te ama sem filtros.