Frederico Garcez R

TEMPOS MODERNOS

Eu enxergo do banco da praça, ele ergue fumaça

O arremate do pé, o vento cortado do asfalto

O meu relógio digital está atrasado

Cuspo água da boca e vejo evaporar paralisado

 

E eu não vou pesquisar a resposta dessa pergunta

E ainda que diga nunca

O capitão também não faz sentido

E eu só querendo viver

 

Há muitos poemas para serem lidos

Muitos pores de sol a serem vividos

E aqueles momentos que eu não pude viver

O trambolho de lembrar de ser               

 

Trama que escapou, gotejou ao meu redor

Será que vai ficar pior?

Melhor será o fim do que o início?

Que seja momentâneo,