De longe, parece um anjo. Dança flutuando; seu corpo se movimenta de forma quase ensaiada. A alegria, o amor, a virtude, a luz... Olhando aquela criatura dançar, é possível sentir tudo e um pouco mais.
Cá estou eu, parada, observando aquilo que deveria estar em mim. Mas, de tanta mágoa e tristeza que carrego, ela decidiu ser livre, incapaz de permanecer em mim. Não a julgo. No momento, sou apenas uma carcaça, observando aquilo que, de fato, um dia foi meu.
Mas eu perdi.
Perdi pela falta de tentativa, pela incapacidade de ser algo melhor. E, dessa forma, apenas observo.