Jorge E. Leal
Se de amor não mais se fala,
E se o peito já não mais sente,
A alma que chora e em si cala,
Diante da imensa dor presente.
Se o tempo passa e não para,
A vida segue em seu decurso;
Mas na lembrança, tão clara,
Ou mantém vivo teu discurso.
Ainda sinto o perfume teu,
Que no ar ficou exalando,
Misto de dor e ciúme meu.
Que te segue me torturando,
Até que o fogo ilumine orfeu,
E o amor continuo procurando.