G. Mirabeau

A RAVEL

Ravel, tu és um bolero.

Ravel, tão doce te quero.

 

Dizem teu som monocórdio

Mas quem não sucumbe de tão belos tais acordes?!

Mais lindos se tornam

Na poesia de serem discordes...

 

Ponto e contraponto...

Repetição aparente da mesma sinfonia

Numa agonia patética e candente!

 

“La Valse”... nos enleva!

Das espanholas as danças

A sensação nos alcança!

 

Ravel, não és um bolero.

Ravel, tão terno te quero...