Ravel, tu és um bolero.
Ravel, tão doce te quero.
Dizem teu som monocórdio
Mas quem não sucumbe de tão belos tais acordes?!
Mais lindos se tornam
Na poesia de serem discordes...
Ponto e contraponto...
Repetição aparente da mesma sinfonia
Numa agonia patética e candente!
“La Valse”... nos enleva!
Das espanholas as danças
A sensação nos alcança!
Ravel, não és um bolero.
Ravel, tão terno te quero...