Por Lucien Vieira | 14 de agosto de 2026
Um certo país conserva, no rol de suas pastas, um certo Departamento de Guerra. Aliás, o nome é abundantemente sugestivo para identificação da referida nação. Até porque, em tese, segundo dados do \"Military Intervention Project da Universidade Tufts\", considerando conflitos armados, incursões rápidas, bombardeios pontuais, operações de manutenção de paz e missões de forças especiais, esta já participou de cerca de 500 conflitos militares e guerras, desde 1776 (KUSHI; TOFT, 2023).
Hipoteticamente, tais conflitos se justificariam pela defesa das mais variadas formas de riquezas — geopolíticas, hegemônicas, materiais.
Ora, mas o que seriam, de fato e de direito, riquezas?
Dito isso, os convido a pensar um pouco junto comigo: imaginemos estes cerca de 500 conflitos militares e guerras em que esta nação já esteve envolvida. Agora voltemos no tempo e tentemos refletir sobre quantas famílias este país, direta ou indiretamente, já desmantelou?
Quantos seres humanos, cidadãos — homens, mulheres, crianças e idosos — já perderam a vida por ações diretas e indiretas deste país?
Muito embora não alcance, com clareza, os meandros que envolvem os interesses particulares de cada ator destes imbróglios, arrisco-me a afirmar, com tranquilidade, que “não há, ao meu entender, justificativa alguma que possa embasar quaisquer guerras, em quaisquer lugares, iniciadas por quaisquer nações.”
Eu, particularmente, lhes sugeriria, urgentemente — sem considerar o possível romantismo traduzido aqui neste breve ensaio — para o absoluto bem da humanidade, a substituição do Departamento de Guerra pelo Departamento de Paz...
Para enfatizar, com direcionamento a todos, independentemente de religiosidade, crença ou fé, eis que Jesus Cristo, em seu Sermão da Montanha, afirmou: “Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus” (BÍBLIA. Mateus, 5:9).
Ou seja, o homem virtuoso deverá, sim, construir pontes e não impedir travessias...
Assim, com o mais absoluto respeito aos contrários, atrevo-me a assegurar, sem nenhum receio de possíveis equívocos ou mesmo despropósitos, que o mundo seria muitíssimo, muitíssimo mais rico — na forma mais abrangente da palavra.