Nada como os dias de uma nova obsessão.
Um novo mês, um novo ano, onde tudo parece fazer sentido.
Aquelas emoções intensas, quentes, que arrepiam e preenchem.
Momentos memoráveis, cheios de desejo e entusiasmo.
Mas e quando acaba?
Quando a sensação começa a se dissipar?
Quando aquilo que fazia sentido se transforma em dúvida?
O egoísmo se revela, e a fluidez do amor líquido se torna mais evidente.
Como uma tempestade passageira,
Água que vem e vai,
Céu que fecha e sol que brilha, tudo no mesmo dia, no mesmo mês, na mesma vida.
E os sentimentos de alguém?
Os dias e minutos que antes eram cheios de expectativa, agora se perdem na ilusão.
Amores líquidos, certezas frágeis, oceanos rasos de sorrisos e dores.
Medos e segredos.
Muros erguidos e fugas planejadas.
Estamos vivendo a verdade?
Ou apenas aceitamos o jogo e seguimos em frente?
Todo dia é um jogo.
Um jogo de aparências, de projeções, de versões idealizadas do que queremos ser e ter.
Tudo parece fácil demais ou absurdamente difícil.
Valores estão em jogo e segue o jogo.