A Saudade Não Pede Licença
A saudade não pede licença,
ela chega sem bater à porta
e simplesmente se acomoda,
como um ladrão silencioso,
deixando-me sem escolhas.
Revirando cada canto da memória,
cada promessa, cada plano,
cada sorriso teu
que ficou perdido no tempo,
deixando a alma quase morta.
Saudade não pede licença,
vem e desmorona sem medida,
rói tudo o que ainda resta em mim,
como quem procura uma saída.
Ela faz e desfaz,
sem nunca pedir licença à ferida.
Ela chega calma,
mas grita dentro do peito,
sem aviso, sem medida,
deixando o coração
sem saber por onde sair.
Diz-me, saudade,
o que tu precisas?
Não te aguento,
não te suporto,
cansado de te carregar
por dentro da minha vida.
Mas tu voltas...
Sempre voltas.
Porque a saudade não pede licença,
ela simplesmente fica,
mesmo quando quem partiu
já não fica.
PoetadeMarte & Poeta Caçador persistente