DEDOS, MEDOS E SEGREDOS
A gente fala tanta coisa boba
As vezes sem ter muito o que dizer
A gente chora pra depois sorrir
E assim, só os lençóis
São quem escutam
Os nossos gritos .
Os nossos gritos sufocados pelo medo
Mas mesmo assim a textura do teu corpo
Desliza de mansinho
Que saem das clavas
Insinuantes dos meus dedos
E que finalmente encontram nas sinuosas curvas do teu pálio
O pulsante delírio dos segredos.