Ainda que caíssem chuvas de diamantes
Você provavelmente escolheria a quantidade
Porque de nada vale o brilho da humanidade
Apenas a adulação de governantes arrogantes
Que por muito menos, comprariam sua sanidade
Mas, afinal... Não foi a vossa pessoa que começou dos grãos
E, que juntando mais, economizou menos, e comeu até a fartura
Deixando os filhos, que deste solo são \"gentis\" caindo em gastura
Podendo, somente, abrir a boca em momentos vãos
Depois, deu-lhes um tapinha no ombro, dizendo: irmãos, fraternidade
Mas, você! Você que dizia: \"irmãos não. Não do mesmo ventre, mas de igual\"
Naquele tempo, não sabias ler. Atualmente diria assim:
\"Hm, não está escrito nos artigos, não tô a fim\"
Hipócrita, quando é para ti, diz: \"Somos de igual, consta aqui no artigo tal\"
Sujo, desde quando usa a falsidade?
Na \"era do ouro\" não valias nada
Era miserável, como o destino do seu corpo
Como eras pobre, não tinha nem o caixão pra cair morto
Então agora valendo ouro, por que nos entrega prata?
Ah, sim, que boa caridade
Enfim, enfim, quando lembrares que nasceu, mande meu oi à morte
Diga, diga logo antes que ela passe:
\"Finalmente cumpri o mau com minha classe?\"
Pode falar o que pensa, que sorte!
Quem sabe, a moeda sinta saudade?