Já faz um tempinho.
E como faz.
Sentado na varanda pitando um cigarro de palha.
E lembrando da mocidade.
Eita trem bom.
Moleque esperto que nunca empacou no caminho.
Não podia ver um rabo de saia.
Que logo ficava indócil.
Igualzinho a um cavalo baio.
Corcoveava para todos os lados.
Chegando no final.
Ficando mansinho como um burro manco.
Eita tempo bom.
Se não pensarmos o danado volta mais não.
E não e que ao me relembrar me vem a vontade de gritar.
Muié trás o remédio para eu não esquecer.
A hora avança.
E o dia se faz grande.
E eu aqui sem nem saber em fazer o que.
Mas que é bom é sô.
Proseando sem ninguém por perto a nos escutar.
Parece inté que somos alguém...
Apegaua