Soletro o teu nome com desejo, na calada da noite,
enquanto desejo que me toques,
ou talvez, que me ames.
Soletro meu desespero no crepúsculo das manhãs,
enquanto desejo suficiência,
ou talvez, teu agrado sem o meu esforço.
Soletro minha admiração nas tardes,
enquanto desejo sentir teu cheiro,
ou talvez, sentir-me a te cheirar.
Soletro minhas condolências na noite solta,
enquanto suplico por coragem
para demonstrar meu desejo,
minha suficiência
e minha admiração.
E apenas Deus —
e talvez o meu mais profundo inconsciente —
saiba o que sinto.
Ou talvez
eu só queira
que me ames.