Antonio Olivio

O fim do amor

 


Relatos terríveis surgiram no norte

Sobre uma brisa gelada apocalíptica 

Que por onde passara espalhara a morte

Numa espécie de histeria idiopática .

 

Deu_se a loucura no mundo inteiro

Filhos perdidos buscavam seus pais

Para dar_lhes um último beijo

Enquanto exércitos, se davam em batalhas campais.

 

Sem amor,  as bombas voavam no céu

Como se viessem do próprio Deus 

Não era mais possível  nenhum argumento

Que pudesse parar tanto sofrimento.

 

Os artista numa ancia desvairada

Se punham a arrancar_lhes do peito 

O que sabiam ser a última pincelada

Da arte para um mundo já desfeito 

 

Mães agarradas aos filhos 

Aguardando o último segundo de sentimento,

Cantando canções como se fossem hinos,

Antes que tudo virasse lamento

 

Homens tenebrosos e malditos

Perderam tudo que tinham nos conflitos,

Mas , foram os que  menos perderam 

Pois do amor, há muito já se   desprenderam

 

E os poetas desesperados de dor

Deixaram versos esculpidos no tempo

E gritos horrendos ,uivavam nos ventos:

É o fim do amor...é o fim do amor...

 

Antonio Olivio